Na tarde em que o tempo me elevou por minutos, contando-me planos e me levando a passear por entre os rostos do presente num transe que ele mesmo, por seu poder incrível, criou...
Rostos de esperança, ou não, diferentes, interligados, distantes.. olhares distantes...
Olhares no futuro, no passado, no presente, no amigo tempo que me carrega; olhares nos medos, nas aflições, naquele pôr-do-sol, naquele espaço vazio ao lado, em quem poderia estar ocupando aquele espaço, o vazio da cadeira e do coração, a caneta que se movimenta nas mãos, corações que choram palavras escritas, que revelam quem são. Borrachas a mão nada significam além da sua incapacidade de apagar o mais que banal.
Misturam-se cores e letras, nos cadernos e nas mentes.
Misturam-se idéias e ideais na aula e nas mentes.
Misturam-se sentimentos.. apenas nos corações.
Tudo traduzido em seus olhares.
O tempo não pôde me contar seus pensamentos e anseios, mas me ensinou a olhar nos seus olhos e lê-los. O futuro é o que mais os ocupa, cheio de surpresas e incertezas. De certeza, sobra apenas suas vidas, seus passados e presentes. Se eu pudesse explicar o que o tempo me ensinou em minutos!
Fazendo seu constante trabalho, o tempo passeia por entre eles.. leva uns consigo, impacta a muitos, transforma a todos. Tudo traduzido nos olhares..
E por um toque de si, o tempo se vai, e volta...
Volta a trabalhar para mim, me trazendo de volta para essa grande sala de aula, tão pequena para o meu coração.
domingo, fevereiro 24, 2008
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