Eu acredito no amor. Acredito no amor como acredito na morte.
Certo, tangível.
Acredito no seu poder e no seu abraço.
Do amor. Mas da morte também.
É difícil descobrir que amor e morte andam juntos.
E pior é saber que o amor não a quer abandonar.
É difícil saber que o amor não descongela a frieza da morte.
A morte é quem ensina o amor a viver.
É complicado entender como, nas mãos dadas,
não esfria a morte o tão contraditório amor.
Nas mãos dadas do casal que dá as mãos pela última vez.
Nas mãos dadas da mãe e do filho que se vai.
Nas mãos dadas da morte e do amor.
sábado, novembro 07, 2009
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