sexta-feira, setembro 23, 2011
Se fecho meus olhos, eu vejo uma chuva de figuras deformadas e desconhecidas dentro de mim, pedacos de coisas que conheco ou nem nunca conheci. Se eu vivo na sombra, abrir os olhos pra quê? Vivo dores de vida, mas essa é doída, e só. Escreve com lápis de ponta fina na minha pele e dentro de mim: escreve músicas, lágrimas e juras de amor. Escreve sobre mim, sobre você e sobre essa dor. E depois circula o vazio que você deixou, marcando e não me deixando cicatrizar e vou sangrando no escuro, carregando essa dor não escrita, não dita, maldita, que eu tanto quero abandonar.
terça-feira, abril 19, 2011
Quis tanto te falar e calei. Nas entrelinhas do estou ocupada e aqui tá quente estava o tanto que penso em ti e o frio que faz de não ter você me abraçar. Quis falar, mas as palavras me calaram. Grandes demais, entaladas ficaram. Lá sei eu o que é o amor. Só conheço essa inquietação, essa dor que falar contigo traz. E a paz também. E a vontade de não sentir essa vontade de dançar contigo por me sentir clichê demais. E te abraçar e me sentir feliz demais. E o medo que isso traz.
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