sexta-feira, setembro 23, 2011

Se fecho meus olhos, eu vejo uma chuva de figuras deformadas e desconhecidas dentro de mim, pedacos de coisas que conheco ou nem nunca conheci. Se eu vivo na sombra, abrir os olhos pra quê? Vivo dores de vida, mas essa é doída, e só. Escreve com lápis de ponta fina na minha pele e dentro de mim: escreve músicas, lágrimas e juras de amor. Escreve sobre mim, sobre você e sobre essa dor. E depois circula o vazio que você deixou, marcando e não me deixando cicatrizar e vou sangrando no escuro, carregando essa dor não escrita, não dita, maldita, que eu tanto quero abandonar.