terça-feira, abril 19, 2011

Quis tanto te falar e calei. Nas entrelinhas do estou ocupada e aqui tá quente estava o tanto que penso em ti e o frio que faz de não ter você me abraçar. Quis falar, mas as palavras me calaram. Grandes demais, entaladas ficaram. Lá sei eu o que é o amor. Só conheço essa inquietação, essa dor que falar contigo traz. E a paz também. E a vontade de não sentir essa vontade de dançar contigo por me sentir clichê demais. E te abraçar e me sentir feliz demais. E o medo que isso traz.

domingo, agosto 22, 2010

Porque tem um vômito, um azedo, um amargo dentro de mim.
É você, que eu quero colocar pra fora.
É você que faz parte de mim e vai embora.
Leva o doce, leva o bom, me leva
mas me deixa aqui
com essa ânsia, que é de vômito,
mas é ânsia mesmo é de te ter.

E choro.
E não choro, na verdade.
Não posso.
Minha vontade era chorar e te afogar nas minhas lágrimas,
te fazer engolir cada uma das palavras que me disseste
e te deixar à deriva.
Te deixar e ir embora.
Mas lá consigo..

Fujo e me prendo.
Me solto e volto a ti.
É dia, é lembrança, negação e história.

Mas pensa que sonho denovo?
pensa que amo denovo?
pensa que espero denovo?

Choro vômito, vomito lágrimas.
Mas não faço nada.
É tudo por dentro.
Me esquece.. que eu esqueço fácil.

Fico aqui.
com esse pedaço entalado,
acabado e incabado.
E me deixo ir..

sábado, maio 29, 2010

o detalhe me atrai e me conquista. é a minúcia, é a entrelinha.
quero ver o não visto, ver além e entender.
ouvir o não dito e calar.
nem precisa falar.

deixa assim..

sexta-feira, maio 07, 2010

Vem depressa
Que eu preciso dessa
Dessa história de amor
Um dia disse que não precisava
Mas a vida veio e, sempre certa,
Me ensinou.

Ensinou do vazio, da falta, da busca.
Ensinou de mim, das estradas, da fuga.

Vem depressa
Que eu preciso dessa história de amor.
Do aconchego, do abraço, do sorriso: do amor.
Do pertencer, do ter, do ser: amor.

Nem se despeça
Só vem depressa
Que eu preciso de amor.

domingo, fevereiro 07, 2010

Deixa esse tempo passar.
Tempo, tempo, amigo de velhos tempos.
Deixa a areia enterrar essa história
e levar os sentimentos embora.
Ou o medo embora.
Ou me levar embora
em vento de amor ou outro vento qualquer.

A escolha não cabe a mim.
Deixa, deixa..
Deixa essa menina ser feliz.

sábado, novembro 07, 2009

Amor-te

Eu acredito no amor. Acredito no amor como acredito na morte.
Certo, tangível.
Acredito no seu poder e no seu abraço.
Do amor. Mas da morte também.

É difícil descobrir que amor e morte andam juntos.
E pior é saber que o amor não a quer abandonar.

É difícil saber que o amor não descongela a frieza da morte.
A morte é quem ensina o amor a viver.

É complicado entender como, nas mãos dadas,
não esfria a morte o tão contraditório amor.
Nas mãos dadas do casal que dá as mãos pela última vez.
Nas mãos dadas da mãe e do filho que se vai.
Nas mãos dadas da morte e do amor.

terça-feira, setembro 29, 2009

Ela é forte.
Forte, forte. Suas sobrancelhas não a deixam negar.
Nem sua atitude que parece nada esconder.
Ou temer.

Mas é força feita de lágrimas e amor.
E que rapidinho se desfaz.
E aí é força despedaçada, força fraca,
é fraqueza de amor.
e de sonho.

que fraqueza que nada.
quem disse que amor e sonho é fraqueza?