terça-feira, maio 26, 2009

Quem pode me culpar por acreditar?

Os fins justificam os meios.
Mas os meios explicam os verdadeiros fins.
Sou o que penso, ou o que faço? Sou o que dizem de mim ou o que quero ser?
Sei que sou aquilo que se não vê, sou aquilo que amo, e sou aquilo que quero ser. Posso ser flor, posso ser amor, como posso ser mais um na multidão. Posso ser o vento, o tempo, palavras, passado, presente, paixão. 
Sou o que aprendi, o que acredito, sou as lágrimas que chorei, os brinquedos que brinquei e as risadas que dei. Sou uma alma em busca de saber quem é, mas acima de tudo, sou o quero ser, e sou o quanto estou disposta a lutar. Sou meus sentimentos, e a minha imagem no espelho, sou meu nome também, mas poderia ser Estela, se minha mãe tivesse preferido. Sou a que serei um dia, e sou a que já fui outrora. Tudo em mim. 
Tudo em mim é o que sou. E o fora de mim, pode ser eu. 
O que sou eu? Talvez, quando deixar de o ser, descobrirei.

domingo, janeiro 18, 2009

clichês.

Na verdade, 
chego a pensar que 
o silêncio é a melhor coisa a ser dita.

domingo, novembro 02, 2008

mas e se meus textos se perdem em um segundo de criança observando um desenho super empolgada ou vendo um casal a se olhar?
e se é um segundo de vento, um segundo de espanto, um segundo de intento.. um segundo do meu tempo.. e voa. 
um segundo de janela, de sol, de flor.
perdidos por aí estão meus textos.. numa abelha qualquer, numa beleza qualquer..
numa vida qualquer.
na vida. na vida que há em mim.

sexta-feira, julho 11, 2008

Livre, leve e solta..

sou pássaro e sou nuvem.
Quem vai me segurar?

quinta-feira, junho 19, 2008

Canção para Cecília

Pus meu sonho no navio
E o navio no ar.
Depois, vi que o navio começou a flutuar.

Nem mar, nem cor, nem choro.
Mas, depois vi que o navio levava meu tesouro.

Nem mar, nem cor, nem choro..
Pra quê eu vou chorar?

Talvez um dia o navio volte,
mas só se tiver de voltar.
Nem mar, nem cor, nem choro,
nem navio a naufragar.
Talvez, se a música que ela ouvia não falasse de um trem que deveria quebrar, ela não tivesse notado como haviam coisas que deveriam ser quebradas em sua vida. Talvez até seu coração que já estava assim, na verdade precisasse disso.
Olhando para o assento ao lado, lembrou-se de alguns versos que lera dias antes.. Quem ela desejava que estivesse ali? Talvez, se ela fosse menos complicada.. Se soubesse escrever, cantar ou, ao menos, desenhar! Mas não, ela sabia que não era suficiente.
A idéia das idéias vomitadas não saía da sua cabeça e rodava por lá como aquele brinquedo que ela vira na estrada, mas que trazia sorrisos às crianças, enquanto sua dor de cabeça, só lhe trazia mal-estar. Se soubesse escrever, colocaria para fora tudo aquilo, mas até preferia o vômito, se sua barriga não doesse tanto, e se ela tivesse comido algo.

Tirou os fones de ouvido, preferindo ouvir o som de pouca conversa que ali estava e, principalmente, o som do vento que ela tanto gostava.
Precisava tomar algumas decisões, descobrir muitas coisas.

Descendo do ônibus, agora via os pensamentos das pessoas como via o céu. Bastante escuros. Pensou que fosse chover, e a lembrança da água fê-la ter vontade de afogar-se, mas, logo depois, percebeu que isso já acontecia.